segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Comida



              Potatoes, para os íntimos, batatas. Esse tubérculo é um dos ícones da Irlanda. Fácil de cultivar, não exige muito da terra ou do clima, bastante conveniente para tempos difíceis que a história irlandesa tem em registro. Por isso a popularidade dessas velhas “amigas” na culinária irlandesa. Mas quando o assunto é comida em um país e cultura diferentes, esperamos o mais imprevisível apesar das pesquisas prévias em livros, guias e na boa e velha internet.
              Não sabemos ao certo até onde o que estamos vivenciando é verdade e até onde é apenas um “mito”, afinal de contas, a família com quem estamos morando é como uma costumeira miscigenação brasileira (pai libanês, mãe russa e influência irlandesa).


                     Porém, o café da manhã tradicional irlandês lembra o estilo inglês e norte americano: ovos, linguiça de porco, chorizo branco e/ou preto, bacon em fatias, cogumelos, feijão, torrada ou um pão chamado soda Bread, chá ou café.  Apesar da mudança de hábitos a tradição ainda persiste. Esse estilo de café da manhã ainda não tivemos oportunidade de tomar.

Exemplo da internet de Café da Manhã tradicional irlandês


Almoço
                Essa refeição existe de forma diferente por aqui. Como o café da manhã é mais reforçado o almoço é na verdade um lanche. Pois é dito que o café da manhã reforçado sustenta o trabalhador durante o dia.
                Essa refeição é constituída então por salgados como croissant com chá ou café nos bistrôs, um lanche em um fast-food ou outros em algumas lanchonetes e restaurantes de culinária de outros países como China, Malásia, Itália, Polônia, Turquia, entre outros...
                Andando pelo centro da cidade decidimos entrar em uma pizzaria de fachada charmosa e convidativa, afinal o Diego adora pizza e não deixaria de experimentar uma daqui. Os discos de pizza ficam expostos em uma diminuta vitrine para quem passa por ali na calçada. As plaquetas em frente a cada pizza dá nome as mesmas.

Não tiramos fotos da fachada, mas encontramos uma na internet do Pa Pa Pizzeria.
Ao contrário da foto a rua costuma ser bastante movimentada.

                 O lugar é como chamaríamos no Brasil de “ovo”, pequeníssimo mas aconchegante. Uma bancada longa com vidrinhos de sal, pimenta e catchup fica presa à parede de pastilhas laranja cheio de banquetas prateadas em sua frente. Decorado de forma charmosa, unindo modernidade das luminárias com a estilo clássico dos quadros pendurados estrategicamente. Há lá 3 tamanhos e espessuras de pizza, sendo a da vitrine um pedaço generoso com a espessura de cerca de 2,5cm a 3cm. Esse é o Pa Pa Pizzeria.
Pastilhas laranja dão tom aconchegante. Pimenteiros, saleiros, catchup e
 talheres em um cesto compõe a bancada.

Diego em fantástica mordida a pizza sabor "Anana"

A fatia de pizza da vitrine equivale ao tamanho dessas duas juntas

Eu (Vanessa) com costumeira não vontade de sair em fotos.

Jantar
                Kifah é o cozinheiro oficial da casa. Então tivemos a oportunidade de comer arroz ao estilo árabe, uma pasta de gergelim e outras especiarias muito consumidas no Líbano, e o restante não foi nada muito diferente, como bolinho de carne, macarrão com molho mais ralo, salada de alface e tomates, frango assado, sticks empanados de peixe, a velha pizza e logicamente... batatas.


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Primeiro Dia


                 Acordar exaustos pela viajem mal dormida no avião, café da manhã, aprender a pegar o ônibus e ficar sabendo que só são aceitos moedas. Descer no ponto certo e ficar perdidos na calçada procurando a escola, descobrir que a escola é uma porta pesada de madeira em azul marinho. Subir as escadas antigas de madeira rangendo, entrar atrasados na aula, descobrir de 90% dos cerca de 15 alunos são brasileiros, conhecer o professor Sean, saber que a namorada dele é brasileira e começar a se enturmar.
                12:45. Encerrada a aula, Davi (“veterano” de Dublin) nos acompanha para tirarmos nossa carteira de estudante na Trinity College. Pessoas bonitas na rua, frio, entrada medieval encantadora, fila rápida para a carteirinha (€15,00), pegar uma agenda em uma pilha que dizia poder levar um, dois, cinco, quantos quisesse, comprar passe de ônibus para um mês (€78,00) e dar uma volta pelos arredores da escola.
                Se a primeira impressão é a que fica, então a que nos marcou foi muito boa.

Hostfamily


             Já assistiu Harry Potter? Sabe aqueles bairros em que as casinhas são todas muito parecidas, como se fossem clones uma das outras? Pois é mais ou menos assim que é o lugar onde fica a casa da família com quem ficaremos durante um mês.  Um lugar super tranqüilo e familiar. Resumindo, uma graça!
            Nossa hostfamily é um amor. Um casal com um filho de 2 anos e meio.
Svetlana Vladovitch. Mais conhecida como Lana. Russa e com sotaque fortíssimo. Trabalha na escola que estamos estudando, alegre e sempre sorridente, olhos azuis, alva como neve e cabelos curtos loiros como seus cílios.
Kifah Hatoum. Árabe, mais especificadamente libanês, tem sotaque quase tão forte quanto de sua esposa. Músico, simpático, calmo e com paciência de Jó. Cozinheiro oficial da casa.
Daniel, carinhosamente chamado de Danny. Esta figurinha merece um post só dele. Mas aí vai uma pincelada dessa criaturinha: Olhos igualmente azuis ao da mãe, loiríssimo e branco como um carneirinho. Fala que é uma beleza e tem energia de usina nuclear.
Ainda não temos uma foto da família, mas logo que tivermos postaremos no blog.
Logo no primeiro dia conversamos com a família sobre regras da casa, costumes e etc. Afinal, em uma cultura diferente o que não queremos é ferir a privacidade de ninguém.
 Eles nos deram as chaves da casa (duas presas em um simpático chaveiro de garrafinha).


Deram ao Diego remédios russos para gripe, pois o golpe de ar que tomamos ao sair do aeroporto o deixou com dor de garganta. E não é que em 1 horinha ele estava bom?


O primeiro andar é onde ficam os quartos da casa. Nosso quarto é simpático, com paredes creme, carpete, uma pequena televisão suspensa, cama, guardaroupa, cadeira, criadomudo com aajour, um aquecedor (presente em todos os cômodos da casa) e uma janela grande com persiana e cortinas. Além de um simpático potinho cheio de guloseimas e uma garrafa d’água se a sede nos atacasse de noite.


Particularmente o que mais me chamou a atenção no quarto foi uma arvorezinha feita de arame e pedrinhas (muito vistas no Brasil) que fica no balcão da janela. Em sua base, uma plaquinha de metal dourada, parcialmente enferrujada com os dizeres “Tree of Good Luck”, em português: Árvore da Boa Sorte.
Que assim seja, logo pensei.