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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Dicas de Viagem 01 - De Malas (Quase) Prontas


                Quando o assunto é bagagem, para aqueles que nunca fizeram uma viagem ao exterior para ficar tanto tempo fora, dezenas de perguntas surgem. Quantas malas posso levar? O que é e não é permitido? Qual limite de peso? Posso levar meu notebook?
                Por esse motivo (pois passamos pelos mesmos dilemas) que aqui posto o primeiro dos diversos posts que pretendemos lançar sobre Dicas de Viagem. Então para não vir com a bagagem vazia ou abarrotada demais, anote as dicas abaixo:

01- Quantidade e Peso da Bagagem
Isso vai depender muito da companhia aérea com quem você fará sua viagem. Portanto é importantíssimo que você entre no site da sua companhia ou ligue para saber detalhadamente quantas bagagens de porão você tem direito e as regras de tamanho e peso, inclusive da sua bagagem de mão. Assim você evita surpresas e dores de cabeça com taxas de excesso de peso. Por exemplo: nós viemos de KLM, que permite que cada um de nós levasse 2 bagagens de porão, de no máximo 32kg cada uma e que a soma das medidas (CxLxA) não ultrapassasse 158cm. Além de uma bagagem de mão que também tem suas restrições.

02- Quantas Malas Levar?
Normalmente as companhias aéreas permitem que você leve consigo 2 bagagens de porão, mas não necessariamente você precisa levar as duas. Vamos explicar o por quê. Você pode trazer as malas cheinhas para a Irlanda, ou qualquer outro país, mas é certo que quando você voltar você irá querer levar presentinhos, lembranças e as coisas que você comprou no exterior. Ou seja, será necessário deixar bastante coisa para trás. A verdade é que 1 mala comporta muito bem bastante coisa. Se você já tiver as 2 e quiser dividir o conteúdo, ótimo. Mas se tudo que você quiser trazer couber em 1 e você não tiver a segunda mala, você tem a opção de comprá-la aqui na Irlanda quando for voltar. Lojas de malas vendem malas de viagem por €25, €30, €40 dependendo do modelo.

03- O que levar?

Roupas  - Eis a dúvida mais cruel. Se você vem no inverno, não adianta abarrotar as malas com blusas de moletom. A verdade é que vai parecer que você não está vestindo nada. Se você tiver alguma blusa/casaco/jaqueta para frio intenso, traga-a. Há aqui na Irlanda (em especial para quem ficará em Dublin) uma rede de lojas chamada Penney’s, que tem preços bons e é muito popular entre os brasileiros e os próprios irlandeses. Blusas de frio, sobretudos e jaquetas saem à partir de  €15. Botas à partir de €6. Mas a questão “preços” deixaremos detalhado em outro post, que é bastante interessante. Se você tiver um par de luvas, cachecol e touca pode trazer.
                Resumindo: Traga suas roupas, mas não precisa entupir as malas pois você tem a opção de conprar por aqui também por preços interessantes.

Cosméticos e Produtos de Higiene – Sempre é válido trazer esses produtos mesmo que você vá ter que comprá-los por aqui. Shampoo, condicionador, sabonete, desodorante, manteiga de cacau (bom para o inverno), pasta de dente, etc... vou explicar porque recomendo isso diferentemente do que disse para roupas: simples, roupas são ligeiramente caras no Brasil, mas produtos de higiene como pasta de dente, não. Aqui na Irlanda roupas são mais baratas que no Brasil, mas estes produtos não tem grande vantagem em serem comprados aqui. Então traga tudo na bagagem de porão e bem lacrados com fita para não correr o risco de abrirem e sujar tudo dentro da mala.

Eletrônicos – Se você pensa em trazer seu notebook (aqui é chamado de laptop, pois notebook é caderno em inglês), ou sua câmera (amadora ou profissional), videogame portátil, etc... é importante que você saiba que eles devem ser levados na sua bagagem de mão. Isso é válido também para pilhas e baterias, que tem que ter fitas coladas em seus pontos de contato e acondicionadas separadamente em sacos plásticos. Verifique as regras com sua companhia aérea.

Medicamentos – Você pode trazê-los em sua embalagem original (melhor para que não pareça algo ilícito). Grandes quantidades é preciso apresentar receita, mas se você conseguir para as pequenas quantidades, melhor, para evitar transtornos. Por aqui, remédios como analgésicos e remédios para gripe, por exemplo, podem ser comprados sem receita, mas antibióticos já precisam de receita.

Celular - Você pode trazer o seu e comprar um chip aqui, mas é necessário que o seu aparelho tenha tecnologia Quadriband. Se você não possui um, você pode comprar por aqui.

04 – Lembrando:
· Coloque cadeados nas malas e mantenhas sempre as chaves com você.
· Amarrar um lenço, fitas ou chaveiro ajudam na identificação da mala quando você tiver que retirá-la em meio a outras dezenas.
· Lacre muito bem frascos de shampoo, condicionador, etc com fita adesiva grossa.
· Coloque suas informações como nome e endereço do destino do lado de fora da mala nos identificadores.
· Faça um Check List do que você pretende levar para certificar-se de que nada está faltando. Se quiser, clique aqui para fazer o download de um check list simples para ajudar a guiá-lo na organização das malas.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Hostfamily


             Já assistiu Harry Potter? Sabe aqueles bairros em que as casinhas são todas muito parecidas, como se fossem clones uma das outras? Pois é mais ou menos assim que é o lugar onde fica a casa da família com quem ficaremos durante um mês.  Um lugar super tranqüilo e familiar. Resumindo, uma graça!
            Nossa hostfamily é um amor. Um casal com um filho de 2 anos e meio.
Svetlana Vladovitch. Mais conhecida como Lana. Russa e com sotaque fortíssimo. Trabalha na escola que estamos estudando, alegre e sempre sorridente, olhos azuis, alva como neve e cabelos curtos loiros como seus cílios.
Kifah Hatoum. Árabe, mais especificadamente libanês, tem sotaque quase tão forte quanto de sua esposa. Músico, simpático, calmo e com paciência de Jó. Cozinheiro oficial da casa.
Daniel, carinhosamente chamado de Danny. Esta figurinha merece um post só dele. Mas aí vai uma pincelada dessa criaturinha: Olhos igualmente azuis ao da mãe, loiríssimo e branco como um carneirinho. Fala que é uma beleza e tem energia de usina nuclear.
Ainda não temos uma foto da família, mas logo que tivermos postaremos no blog.
Logo no primeiro dia conversamos com a família sobre regras da casa, costumes e etc. Afinal, em uma cultura diferente o que não queremos é ferir a privacidade de ninguém.
 Eles nos deram as chaves da casa (duas presas em um simpático chaveiro de garrafinha).


Deram ao Diego remédios russos para gripe, pois o golpe de ar que tomamos ao sair do aeroporto o deixou com dor de garganta. E não é que em 1 horinha ele estava bom?


O primeiro andar é onde ficam os quartos da casa. Nosso quarto é simpático, com paredes creme, carpete, uma pequena televisão suspensa, cama, guardaroupa, cadeira, criadomudo com aajour, um aquecedor (presente em todos os cômodos da casa) e uma janela grande com persiana e cortinas. Além de um simpático potinho cheio de guloseimas e uma garrafa d’água se a sede nos atacasse de noite.


Particularmente o que mais me chamou a atenção no quarto foi uma arvorezinha feita de arame e pedrinhas (muito vistas no Brasil) que fica no balcão da janela. Em sua base, uma plaquinha de metal dourada, parcialmente enferrujada com os dizeres “Tree of Good Luck”, em português: Árvore da Boa Sorte.
Que assim seja, logo pensei.

                 
      

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Dia da Viagem


15:30 - Ida ao Aeroporto de Guarulhos
                Malas feitas, documentação em ordem, calor insuportável de São Paulo e chuva de granizo para deixar a ida ao aeroporto mais interessante.

16:30 – No Aeroporto
                Colocar nomes e endereços na mala, localizar a área de check-in da companhia aérea, fazer check-in no quiosque, perguntar no guichê por que não deu para fazer o check-in no quiosque, resolver o problema do check-in com a atendente, fazer o verdadeiro check-in, pegar os tickets de viagem, franzir a testa e esperar.

19:50 – Despedida
                Primeiro encontro carne e osso entre amigos, um pouco de chororô, beijos, abraços, votos de sorte e conselhos de pai e mãe. Fila para passar pelo detector de metais, tirar tudo que é metal (anel não, mas botas de salto sim), fila para passar pela polícia federal, bisbilhotar o Duty Free (produtos livres de imposto), fila para embarcar, destacar a passagem, entrar no avião, procurar o assento e descobrir que a experiência com o inglês começaria dentro do próprio avião da companhia KLM.

21:10 – Partida
                Teoricamente o horário de decolagem. Teoricamente somente.

21:45 – A Partida na Prática
                Uma rézinha como a dada quando estamos em um passeio de carro, todos os procedimentos passados em uma tela de LCD em frente de cada assento, o avião acelera, trepida um pouquinho, sai do chão, o Diego sua, seu coração dispara e ele aperta meus dedos quase esmagando-os de tanto medo, o trem de pouso é recolhido e começamos a “flutuar”sobre São Paulo.
                A milhares de metros de altura, a temperatura fora do avião (obviamente) é de -50 graus celcius, tudo escuro lá fora, negro como as noites de cidades do interior salpicado de estrelas de uma forma só vista de dentro de um avião. A tela de LCD nos oferece diversas opções, ver informações sobre o trajeto (tempo, temperatura, distância, altura e até mapinha animado), filmes (desde os lançamentos do tipo Salt até clássicos e animações), documentários diversos, seriados, músicas de diversos estilos, consertos, jogos entre outros.
                O jantar é servido: “- Chicken or Pasta?” pergunta o simpático comissário. Estômago cheio, conversar, bisbilhotar pela janela, fuçar nas opções do LCD, começar e parar de assistir Wallstreet 2, tentar dormir.

03:00 – Sorvete
                Sim, a esse horário foi dado aos passageiros um potinho de sorvete e um de água. E quando digo “potinho de água”, é porque é exatamente isso (tipo aqueles de Danete) só que transparente e com uma tampinha de alumínio tipo de copo d’água. Fechado parece uma gelatina transparente. Parece tanto que o Diego abriu, cheirou, franziu a testa e deu uma colherada como se fosse comer um iogurte. Logo em seguida ele torceu os lábios e declarou: “É água!”

04:00 – Passando o Tempo
                Cada um passa o tempo como pode, ou como consegue. A mocinha que estava no assento do lado do corredor começava a assistir um filme, mas nunca terminava de ver pois caía no sono. O Diego na janela tentava se ajeitar como podia para encontrar uma posição para dormir (ou tentar pelo menos). Dormiu com os fones de ouvido escutando U2 e vendo o céu mesclado em 3 cores (Azul, vermelho e amarelo) quando passávamos ao lado do Sahaara.  Eu no assento do meio já tinha perdido o sono a essa altura, pois tinha conseguido dormir um pouco antes do sorvete.  
                Para passar o tempo: escutar música, assistir Toy Story 3, escutar mais música e tentar dormir (ao som de dance, rock, umas 2 músicas de reggae e Lady Gaga logicamente, ela é pop até nos ares).

09:00 – Café da Manhã
                Quando se está sentada em um avião em uma viajem de 12 horas, cruzando o oceano para um país com fuso horário diferente, não se sabe ao certo o horário, mas meu relógio marcava por volta de 09:00. O mesmo simpático, loiríssimo e alvíssimo comissário passou com o café da manhã. Para ser franca, era bem gostoso. Dessa vez o Diego não deu colherada na água.

12:00 – Amsterdam
                O avião começa a descer e mergulha no que do alto parecia um grande tapete de nuvens. O Diego termina de esmagar os meus dedos e pousamos em Amterdam, onde faríamos escala.
                Descer do avião, começar a sentir frio, ir ao banheiro, passar novamente por um detector de metais (tirar as botas novamente), esperar o avião até Dublin sair, embarcar, ter os dedos da outra mão esmagados e voar para nosso destino final.

14:00 – Dublin
                Desembarcar, sentir frio, entrar na fila da imigração, ser os últimos da fila e por isso o oficial ficar tanto tempo com cada um dos dois. O aeroporto vazio (vazio mesmo, sem ninguém, nem mesmo guardas por perto), como aqueles filmes em que o mocinho acorda em um lugar que deveria ser super movimentado mas ele descobre que é o único sobrevivente de um vírus mortal que transforma pessoas em canibais ou vampiros (assista A última esperança da Terra, Eu sou a Lenda ou Madrugada dos Mortos).
                Tanto tempo com o oficial da imigração nos fez pensar: “Será que o nosso transfer (pessoa que vem te buscar no aeroporto) foi embora?”.  A preocupação bateu e o Diego falou para eu esperar com as 4 malas e saiu para procurar o nosso transfer. O tempo passou e ele não voltava, hesitei em ir atrás se não tivesse 4 malas comigo. Dois guardas vieram até mim e perguntaram se eu precisava de ajuda. Expliquei a situação e prontamente eles me ajudaram a levar as malas e encontrar o Diego. Ele não veio me buscar porque ele cruzou uma porta automática que não dava para voltar. Um guarda o ajudou pedindo que os mesmos 2 guardas que me ajudaram fossem me buscar. E como se não bastasse, ligou do seu celular pessoal para o nosso tranfer vir nos buscar (ele estava no portão errado, por isso sempre ande com os seus contatos anotados). Irlandês simpatissíssimo, bateu um papo conosco e revelou que sua namorada é brasileira, de Santos.
                Na hora de entrar no carro o Diego quase entrou no lado do motorista (aqui é na direita), tentamos conversar um pouco com o nosso transfer, olhamos a paisagem estranha e finalmente chegamos à nossa Hostfamily. Agora essa é uma outra história.