quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Na Irlanda, Churrasco é Coisa de Brasileiro!

               De mãos dadas com a saudade da família e amigos, a falta da comida do Brasil são as principais queixas dos nossos conterrâneos. Com o passar do tempo, aquela comidinha de todo dia que você costumava ter na mesa se torna objeto de desejo, quase uma loucura.
               A realidade é que o mundo (e não seria diferente com a Europa) ganhou a visita e até estadia permanente de muitos brasileiros, facilitando assim encontrar ingredientes e produtos tipicamente brasileiros em lojas especializadas.
               Na abstinência por um churrasquinho, eis que surgiu a nós a oportunidade. Certo dia descemos até a garagem do prédio para jogar os sacos de lixo, quando nos deparamos com uma churrasqueira pequenina nos encarando. Usada, mas intacta, ela estava largada ao lado dos grandes conteiners destinados para o lixo, o que indicava que o caminhão de lixo a levaria junto. Demos risada nos indagando quem jogaria uma churrasqueira perfeita.
Não deu outra. Depois de uns dias a vendo na garagem encarando a cada um que descia com o lixo, os meninos a trouxeram para o apartamento. Apesar das gargalhadas, surpresa não foi, já que até mesmo antes de nos mudarmos para cá, já "resgatamos" 2 criados-mudos (bidês para os gaúchos), 1 gaveteiro meio capenga (que o Jonas consertou) e 2 latas médias de lixo faltando só a tampa. Podemos afirmar que jamais faríamos isso no Brasil, mas aqui não é o Brasil.
               Passaram mais de 2 semanas que ela ficou encostada no canto do corredor. Saíamos do banheiro e ela nos encarava. Saíamos do quarto e ela nos escarava. Saíamos da sala e ela nos encarava. Até ao entrar no apartamento ela nos encarava. Estava na hora de tomar uma atitude.
               Certo dia, conversa vai, conversa vem, e o casal de mineiros Elis e Léo topam fazer um churrasco na área comum ao céu aberto aqui do prédio, que dá vista de nossos quartos. Ingredientes comprados: farofa, arroz, feijão, 2 peças de picanha, linguiça, entre outros detalhes. Neste dia teve arroz, feijão, salada de maionese, farofa com linguiça e ovos picados e um pouquinho de absinto para os corajosos.
               Gostamos de nos divertir, mas discretamente. O que significa uma música baixinha e conversa em tom aceitável para o ouvido dos vizinhos. Entre uma conversa e outra, lembramos que o churrasco era feito justo na época que era comemorado a Festa Junina no Brasil. Conclusão: com um lápis de olhos preto, todos viraram caipiras. A Elis mostrou sua veia artística e todos ganharam desenhos entre sardas e bigodes em nosso churrasco Junino.
              O mais engraçado é como tudo terminou. Não propriamente o churrasco, mas o decorrer dos finais de semana. A partir daquele dia (pois fomos pioneiros em armar a churrasqueria na área), outros brasileiros do prédio "descobriram" que não havia problema de fazê-lo eles também. Durante cerca de 3 a 4 finais de semana seguintes houve churrascada. Alguns um pouco mais barulhentos que nós, outros barulhentos até demais (de chegar a incomodar, virar falta de respeito e de trazer mais umas 20 pessoas de fora para ajudar a gritar até a noite). E logicamente que descobrirmos que não éramos os únicos com churrasqueirinha escondida no apartamento.
              Demorei para fazer um post sobre isso, pois não pretendia inicialmente fazê-lo. Mas depois de ver tantos brasileiros compartilharem o sentimento de saudade da comida brasileira, é de fato um ótimo tema para balançar corações (e estômagos)!


terça-feira, 9 de agosto de 2011

À Minuta - Bolo de Cenoura



INGREDIENTES
- 3 cenouras médias
- 4 ovos (se forem pequenas coloque 5 ou 6)
- 1/2 xícara chá de óleo
- 2 xícaras de chá de açúcar
- 2 1/2 xícaras de chá de farinha de trigo
- 1 colher de sopa de fermento em pó

COBERTURA
- 3 colheres de sopa de chocolate em pó (pode ser aqueles sem açúcar, comum na Irlanda)
- 1 colher de sopa de margarina
- 1 xícara de chá de açúcar
- 4 colheres de sopa de leite

PREPARO
- Bata no liquidificador a cenoura, os ovos e o óleo durante alguns minutoas começar a ficar homogênia, e então acrescente o açúcar e bata até ficar homogênia e com a cenoura bem triturada.
- Em um recipiente despeje o conteúdo do liquidificador, vá adicionando a farinha (se for peneirada, melhor) e vá mexendo.
- Quando a massa estiver bem miturada e homogênia, adicione o fermento e mexa delicadamente.
- Despeje a massa em uma forma untada com margarina e polvilhada com farinha.
- Asse em forno pré-aquecido (entre 150ºC a 180ºC) por mais ou menos 40 minutos.
Para a Cobertura:
- Leve todos os ingredientes ao fogo, mexendo sempre com uma colher, tomando cuidado para não queimar o fundo. Desligue o fogo e despeje ainda quente em cima do bolo.

DICAS
- Para saber se o bolo está no pronto, espete um garfo no meio do bolo e se ele sair seco é porque está assado direitinho. Olhe as bordas do bolo, e se elas estiverem ligeiramente desgrudadas da forma é porque ele está pronto.
- Se a calda estiver muito grossa, adicione mais leite durante o preparo.
- Deixe a calda para fazer por último, pois se ela esfriar será quase impossível despejar em cima do bolo.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Cenas - Grafton Street

             A Grafton Street fica na região de Dublin 2, e é uma rua e região bastante interessante. O que predomina por lá são os comércios, todos de lojas de produtos de maior valor agregado. Entre elas, lojas como Channel, Louis Vuitton, Lacoste, lojas de relógios com dezenas de Rolex na vitrine, Apple Store entre outros. Com exceção de carros da Garda (polícia local) e carros-forte, a Grafton St. é exclusiva para pedestres. E com a tranquilidade de poder transitar ziguezagueando a rua e eventualmente parando para assistir as apresentações de atistas de rua que ali ficam todos os dias, a Grafton é certamente um lugar interessante.

Na Grafton St., pode-se ver acima das cabeças a estátua de Molly Malone.
Artistas de rua são comuns em toda a Europa, inclusive nas ruas de Dublin, e fazem isso por
algumas moedas, para divulgar um trabalho ou simplismente por puro prazer.
Viela que cruza a Grafton St. Não se engane, nela há lojas como
Channel, Hugo Boss, Louis Vuitton, entre outros.
Artista de rua brinca com menina que passeava com a mãe.
Brasileiríssimo, o nosso compatriota é uma espécie de nômade: mora durante
3 meses em cada país que passa. Em sua lista de lares temporáreos, estão
Tokyo, diversos países da Europa e o que ele considerou o mais caro: Oslo.
Ventania? Não. Só muita criatividade!
Homem e sua marionete que chamava a atenção de todos na rua, reaunindo
 tanta gente que chegava a atrapalhar o tráfego dos outros pedestres.
Shopping Stephen`s Green no final da Grafton St.